Inspirado no clássico de Miguel de Cervantes,
o espetáculo transporta o célebre cavaleiro
sonhador para o universo das periferias brasileiras.
Com cerca de 50 artistas em cena,
a montagem escrita e dirigida por André Sampaio
mistura teatro, música e dança para
contar uma história sobre sonhos, desigualdades e resistência,
celebrando a diversidade e a inclusão
como forças transformadoras da arte.
Dias 1º e 2 de abril, no Teatro J. Safra
Ingressos Gratuitos
Quando o delírio encontra a realidade brasileira, nasce a esperança.
Inspirado na clássica obra de Miguel de Cervantes, Dom Quixote do Brasil reinventa o cavaleiro da triste figura para os becos, vielas e avenidas do país. Neste espetáculo autoral e contemporâneo, o delírio poético se encontra com a dura realidade das periferias urbanas, trazendo à cena uma narrativa pulsante sobre sonhos, injustiças e resistência. Transportando o espírito do cavaleiro sonhador criado por Cervantes para um contexto profundamente brasileiro, a história se passa na favela da Roxinha — território ficcional inspirado na Rocinha — um espaço de vida intensa, marcado por contradições, lutas cotidianas e uma imensa potência humana. A montagem, idealizada e dirigida por André Sampaio, é uma ode à diversidade. Com a participação de cerca de 50 artistas em cena — entre atores, atrizes, músicos, cantores, bailarinos e artistas com e sem deficiência — o espetáculo promove uma integração cênica e coreográfica que reafirma a potência da inclusão e da representatividade nos palcos. A Diversus Cia Teatral e a Diversus Juvenil dão corpo, alma e voz a essa fábula moderna construída em versos, diálogos intensos e performances vibrantes, onde cada presença é essencial para dar vida ao sonho coletivo que se desenha diante do público. Esse trabalho artistico nasce também de uma história de continuidade e compromisso social. A SKY Brasil, com o apoio da Fundação Norma e Leo Werthein, área de sustentabilidade da operadora, investe no projeto Do Singular ao Plural. Esta iniciativa, criada por André Sampaio e desenvolvida na Casa de Cultura André Sampaio, é dedicada à formação artística e à inclusão de pessoas com e sem deficiência por meio do ensino gratuito de teatro, canto e dança. Ao longo de anos de parceria, o apoio da companhia permitiu que o projeto ampliasse significativamente seu alcance social e cultural, impactando direta e indiretamente cerca de 40.000
pessoas entre participantes, familiares, público e comunidades envolvidas nas apresentações e atividades formativas. É dentro desse contexto de formação artística e transformação social que nasce Dom Quixote do Brasil, espetáculo que traduz no palco os princípios de diversidade, inclusão e potência humana cultivados pelo projeto. Na dramaturgia, Quixote ressurge como Domênico, um morador da comunidade que, entre visões místicas e lampejos de lucidez, ergue sua voz contra os “dragões” contemporâneos: o tráfico de drogas, o poder das milícias, a intolerância religiosa, o preconceito de gênero e a violência que atinge com crueldade os corpos LGBTQIA+ e as mulheres nas periferias. Em sua luta quixotesca, Domênico também empunha sua lança em defesa da preservação ambiental, entendendo que a proteção da natureza e da biodiversidade é parte inseparável da justiça social. A peça denuncia e celebra ao mesmo tempo. Denuncia o silenciamento dos invisibilizados. Celebra a fé, o afeto, a amizade e os sonhos que persistem mesmo diante do caos. No palco, personagens como a pastora Alma, o padre Francisco e a mãe de santo Creuza se unem, superando barreiras religiosas, para promover o bem comum. Essa união improvável simboliza uma utopia profundamente brasileira: a possibilidade de convivência respeitosa em meio às diferenças. A trilha sonora é um espetáculo à parte — uma comunhão de ritmos, timbres e ancestralidades que transita entre samba, rap, flamenco, música popular brasileira, percussão afro-brasileira, música eletrônica e rock. O espetáculo mistura composições autorais inéditas de André Sampaio com releituras de clássicos dos carnavais antigos, cantigas afrodiaspóricas, louvores evangélicos e músicas católicas, costurando com vigor e lirismo as cenas dramatúrgicas. Com figurinos que dialogam com o sertão, as favelas, as festas populares e a estética espanhola — muitos deles confeccionados com materiais reciclados — e um cenário que transforma o palco em uma encruzilhada simbólica entre delírio e realidade, Dom Quixote do Brasil não é apenas uma peça: é um levante poético. Um manifesto contra a brutalidade e a favor da beleza, da escuta e da reinvenção de si e do outro.
A realização do musical nasce da idealização de André Sampaio, que assina integralmente a concepção artística, a direção geral e o desenvolvimento estrutural do espetáculo. Toda a construção criativa, estética e pedagógica do projeto foi concebida e conduzida por seu olhar artistico e por sua liderança. A Casa de Cultura André Sampaio é o espaço onde o espetáculo ganhou corpo, forma e vida. Foi ali que os processos de ensaio, formação e estruturação do elenco aconteceram, reunindo os artistas da Diversus Cia Teatral e da Diversus Juvenil em um ambiente de criação comprometido com a excelência artística, a inclusão e a transformação social por meio da arte. O projeto é desenvolvido em parceria com o Grupo Prismma e a Tudo Certo Produções, responsáveis pela gestão cultural e pela articulação estratégica do projeto, oferecendo suporte organizacional e administrativo ao longo de sua execução. O resultado é uma obra autoral que reflete o compromisso com a formação artística, com a diversidade humana e com a potência transformadora do teatro musical brasileiro. Dom Quixote do Brasil é, acima de tudo, um chamado para que cada pessoa encontre coragem de ser quem é — com todas as suas cores, dores e desejos. No coração desse espetáculo pulsa a certeza de que a diversidade não é obstáculo, mas caminho; não é exceção, mas força vital que nos reinventa a cada encontro. “Quando um sonho acorda… o mundo inteiro treme.”
O espetáculo conta com o Fomento ProAC, importante mecanismo de incentivo à cultura no Estado de São Paulo, que torna possível a realização e a democratização do acesso a esta produção.
A montagem tem patrocínio da Sky Brasil, da Fundación Leo Werthein Brasil e da Fundación Leo Werthein, instituições que acreditam na potência transformadora da arte e no papel fundamental da cultura na construção de uma sociedade mais sensível, plural e inclusiva.
A realização é assinada pelo Grupo Prismma, pela Casa de Cultura André Sampaio e pela Produções Tudo Certo, que unem esforços na produção e execução deste projeto.
O espetáculo conta ainda com o apoio do Voice Experience, da Moldura Minuto e do Teatro J. Safra, parceiros fundamentais que colaboram para que este trabalho alcance o público e cumpra sua missão artística e social.
Sobre a Casa de Cultura André Sampaio: A Casa de Cultura André Sampaio constitui-se como um espaço de formação artística, inclusão social e desenvolvimento humano, fundamentado na compreensão da arte como instrumento de transformação individual e coletiva. Desde sua criação, a instituição tem como missão democratizar o acesso ao ensino de canto, teatro e dança, oferecendo formação gratuita e continuada à população. Em 2019, foi estruturado o projeto Do Singular ao Plural, que se tornou o eixo central de todas as ações pedagógicas e artísticas desenvolvidas pela Casa. O projeto promove a inclusão de pessoas com deficiência no universo das artes cênicas e musicais, ampliando seu alcance para comunidades LGBTQIA+, comunidade preta, pessoas 40+, 50+, 60+, além de crianças e adolescentes. O objetivo é construir um ambiente artistico plural, no qual cada indivíduo seja reconhecido em sua singularidade e integrado a um processo coletivo de criação. O projeto oferece formação técnica em canto, teatro e dança, trabalhando aspectos como técnica vocal, interpretação, consciência corporal, musicalidade, construção de personagem e expressão cênica. A metodologia adotada articula rigor técnico e acolhimento humano, promovendo autonomia, autoestima e pertencimento social. Como resultado desse trabalho, a Casa de Cultura realizou importantes montagens abertas gratuitamente à população. O primeiro espetáculo foi “Uma Noite de Natal”, seguido por “O Pequeno Príncipe – Versão Brasileira”, assistido por 22.400 pessoas de forma gratuita. Posteriormente foi apresentado o espetáculo “Audição”, consolidando a proposta estética e inclusiva da instituição. Atualmente, “Dom Quixote do Brasil” representa a culminância desse percurso artistico, celebrando a diversidade e a potência transformadora da arte inclusiva. A Diversus Cia Teatral nasce nesse contexto como companhia profissional de teatro musical inclusivo, reunindo artistas com e sem deficiência em montagens que prezam pela excelência técnica e pela representatividade. A companhia atua como espaço de profissionalização e afirmação artística, integrando diferenças como potência estética. Paralelamente, a Diversus Juvenil dedica-se à formação de adolescentes, muitos deles pessoas com deficiência, promovendo desenvolvimento artistico, disciplina, responsabilidade coletiva e fortalecimento indenitário por meio do teatro musical. Todas essas iniciativas estão integradas sob o guarda-chuva conceitual do projeto Do Singular ao Plural, que organiza e fundamenta as ações da Casa de Cultura André Sampaio, consolidando-a como referência em arte, inclusão e formação cidadã.
Biografia — André Sampaio: André Sampaio é diretor artístico, dramaturgo, letrista, compositor, pesquisador e gestor cultural. Doutorando na área de Literatura e Crítica Literária, desenvolve pesquisa voltada à tradição oral afro-brasileira, às narrativas míticas e às relações entre oralidade e escrita na cultura brasileira. É mestre em Estudos Literários e possui trajetória acadêmica marcada pela interlocução entre literatura, performance e memória cultural. No campo artístico, construiu sua carreira no teatro musical como ator, cantor, bailarino e diretor, reunindo sólida formação técnica em canto, interpretação e dança. Ao longo de sua trajetória, assinou roteiros originais, letras e concepções cênicas de diversos espetáculos autorais, destacando-se pela integração entre excelência estética e compromisso social. Fundador da Casa de Cultura André Sampaio e criador da Diversus Cia Teatral e da Diversus Juvenil, desenvolve desde 2019 o projeto Do Singular ao Plural, iniciativa que articula formação artística gratuita e inclusão de pessoas com deficiência e grupos socialmente vulnerabilizados. Seu trabalho é reconhecido pela construção de um modelo pedagógico que une rigor técnico, diversidade humana e democratização do acesso à cultura, consolidando-se como referência em teatro musical inclusivo no Brasil. Endereço: Rua Jorge Rizzo 128, Pinheiros — São Paulo, SP


