Close Menu
Folha 12 – São PauloFolha 12 – São Paulo
  • Home
  • São Paulo – Capital
  • São Paulo

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Guia gratuito orienta pais sobre uso de telas por crianças de até seis anos

outubro 19, 2026

Time São Paulo disputa os Jogos da Juventude com 201 atletas

outubro 19, 2026

Conheça o Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas do Governo de São Paulo que prevê 181 ações nos municípios

outubro 18, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Folha 12 – São PauloFolha 12 – São Paulo
  • Home
  • São Paulo – Capital
  • São Paulo
Facebook X (Twitter) Instagram
Folha 12 – São PauloFolha 12 – São Paulo
Home»São Paulo»Modelo computacional aprimora o planejamento de usinas de hidrogênio verde
São Paulo

Modelo computacional aprimora o planejamento de usinas de hidrogênio verde

RedacaoBy Redacaoagosto 16, 2025Nenhum comentário5 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest Telegram LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Telegram Email

O hidrogênio é o elemento mais abundante do Universo e pode ser utilizado como combustível limpo, emitindo apenas vapor d’água quando consumido em células a combustível ou turbinas. No entanto, ele não se encontra de forma isolada na natureza, sendo necessário extraí-lo de compostos como a água (H₂O) ou o gás natural (CH₄).

O chamado “hidrogênio verde” é aquele produzido por meio da eletrólise da água, um processo que separa o hidrogênio do oxigênio utilizando eletricidade proveniente exclusivamente de fontes renováveis, como solar ou eólica. Dessa forma, o ciclo completo, da produção ao uso, do hidrogênio não gera emissões de carbono – ao contrário do “hidrogênio cinza” ou “azul”, derivados de fontes fósseis. Por essa razão, o hidrogênio verde é visto como uma peça-chave para a descarbonização de setores industriais de difícil eletrificação, como siderurgia, transporte pesado e produção de fertilizantes.

LEIA TAMBÉM: Prêmio SP Carbono Zero prorroga inscrições para reconhecer iniciativas sustentáveis

No entanto, a variabilidade das fontes de energia renovável (FER) impõe desafios ao planejamento e à operação de plantas de hidrogênio verde. Para enfrentar esses desafios, um estudo propõe novo modelo com vista a minimizar gastos totais de capital e operacionais e, ao mesmo tempo, garantir a robustez do desempenho diante da incerteza no fornecimento de energia renovável.

Artigo a respeito, tendo como primeiro autor Luis Oroya, pesquisador do Departamento de Sistemas e Energia da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC-Unicamp), foi publicado na revista International Journal of Hydrogen Energy.

“O novo modelo, chamado de X DRO, sigla para Extreme Distributionally Robust Optimization, foi concebido para lidar com as incertezas extremas que afetam a geração de energia renovável, como variações abruptas de clima, demanda elétrica e disponibilidade de insumos. Em vez de trabalhar apenas com cenários médios ou extremos isolados, como fazem os métodos convencionais, o X DRO considera distribuições ambíguas de probabilidade e busca soluções robustas mesmo diante dos piores cenários possíveis”, diz Oroya. “O objetivo é garantir a continuidade da operação e a viabilidade econômica de sistemas complexos, nos quais a produção de hidrogênio verde esteja integrada não apenas a fontes fotovoltaicas e eólicas, mas também à rede convencional de energia elétrica.”

A metodologia inclui a seleção de cenários representativos e extremos para entrada no modelo, de modo a refletir a variabilidade das FER. O modelo opera em duas etapas.

“Na primeira etapa, são consideradas decisões de planejamento, incluindo o dimensionamento de unidades fotovoltaicas e eólicas, sistemas de armazenamento de energia em baterias, eletrolisadores e tanques de armazenamento de hidrogênio. A segunda etapa trata das decisões operacionais, relacionadas à troca de energia com a rede elétrica, à produção e ao armazenamento do hidrogênio e às probabilidades de pior cenário de geração das FER. Esse tipo de abordagem é crucial para o dimensionamento realista de plantas energéticas híbridas, especialmente quando se busca combinar múltiplas fontes renováveis”, detalha o pesquisador.

Para tornar essa abordagem computacionalmente viável, os autores reformularam o problema original em termos de “programação linear inteira mista” (MILP, na sigla em inglês) e utilizaram um algoritmo que permite decompor o problema em subproblemas mais simples e resolver cada um iterativamente (por repetição, ajuste e refinamento contínuo).

A MILP é uma técnica usada para maximizar ou minimizar uma função linear (por exemplo, tempo, custo etc.) sujeita a um conjunto de restrições lineares (disponibilidade de recursos, capacidade de produção etc.). É “inteira” porque algumas variáveis só podem assumir valores inteiros (número de equipamentos, número de turnos etc.). E “mista” porque outras variáveis podem assumir qualquer valor real dentro de um intervalo (quantidade de energia gerada, lucro etc.).

“Nos testes realizados, o modelo X DRO demonstrou ser capaz de encontrar soluções mais econômicas e confiáveis do que os métodos tradicionais. Além disso, mostrou uma capacidade superior de adaptação a flutuações rápidas e severas nas condições operacionais, característica fundamental para sistemas baseados em fontes intermitentes como o sol e o vento”, detalha Oroya.

Outro diferencial da proposta é o tratamento unificado das múltiplas redes de energia envolvidas. A pesquisa adotou uma modelagem integrada dos vários sistemas, permitindo que fluxos energéticos sejam redistribuídos de forma flexível conforme as necessidades e as oportunidades de economia.

Energia para comunidades isoladas

Sobre o uso do hidrogênio verde, além de seu emprego como combustível veicular, em células a combustível, ou como combustível para uso industrial, em turbinas, Oroya aponta outra possibilidade: fonte de energia elétrica para comunidades isoladas, como as existentes em várias localidades da Amazônia. “Muitas dessas comunidades, que não têm acesso à rede elétrica, poderão se beneficiar de sua capacidade de armazenar grandes quantidades de energia renovável por longos períodos, permitindo iluminação e operação de equipamentos mesmo em períodos prolongados de baixa geração solar”, afirma.

Quanto à possibilidade de colocar imediatamente em prática o modelo X DRO, o engenheiro dá um exemplo: “Temos na Universidade Estadual de Campinas um eletroposto e um ônibus elétrico em operação. No futuro próximo, poderemos contar com uma planta para produção de hidrogênio verde integrada a uma estação de abastecimento, viabilizando a operação de um ônibus movido por célula a combustível. Seria uma unidade-piloto com aplicação bem definida. O modelo permitiria planejar essa solução alternativa e comparar seus prós e contras em relação à solução elétrica já existente”.

Oroya é, atualmente, doutorando na FEEC. O estudo faz parte de seu projeto de pesquisa “Planejamento e operação de sistemas de produção de hidrogênio verde: uma abordagem robusta”, apoiado pela Fapesp.

“O desenvolvimento do modelo X DRO representa um avanço metodológico importante para o planejamento energético sob incertezas, pois alia rigor matemático com aplicabilidade prática em sistemas sustentáveis e complexos, como os de produção de hidrogênio verde”, diz seu orientador de doutorado, o professor Marcos Julio Rider Flores.

source
Com informações da Agência São Paulo

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Relacionado

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
Redacao
  • Website

Related Posts

Guia gratuito orienta pais sobre uso de telas por crianças de até seis anos

outubro 19, 2026

Time São Paulo disputa os Jogos da Juventude com 201 atletas

outubro 19, 2026

Conheça o Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas do Governo de São Paulo que prevê 181 ações nos municípios

outubro 18, 2026

Alimentação do pai pode estar relacionada às características do bebê antes da concepção, diz pesquisa

outubro 18, 2026

Estações Palmeiras-Barra Funda e Engenheiro Goulart recebem ação de empregabilidade do Governo de SP

outubro 18, 2026

Defesa Civil de SP mobiliza força-tarefa pela primeira vez na Operação El Niño

outubro 18, 2026

Deixe uma respostaCancelar resposta

@sbatmao Na entrega da Fatec Suzano, o Governador de São Paulo Tarcísio de Freitas entrevistou o Batmão, na sequência Batmão entrevista o Presidente da ALESP Deputado André do Prado. #tarcisiodefreitas #batmao #andrédoprado #suzanotv #tvsuzano ♬ som original - Lucas Secario Novo o Batmão
Posts Recentes: Suzano TV com Batmão — a voz do povo @secario.batmao

Desenvolvimento Econômico participa de debate sobre Negócios da Construção Civil

Desenvolvimento Econômico participa de debate sobre Negócios da Construção Civil

269/26 – Aquisição de materiais médico-hospitalares e instrumentais cirúrgicos, para atendimento das necessidades da Secretaria de Saúde.

269/26 – Aquisição de materiais médico-hospitalares e instrumentais cirúrgicos, para atendimento das necessidades da Secretaria de Saúde.

Próximo Mutirão do Emprego de Santos oferece 215 vagas; cartas para entrevistas devem ser retiradas até segunda

Próximo Mutirão do Emprego de Santos oferece 215 vagas; cartas para entrevistas devem ser retiradas até segunda

Prefeitura amplia vacinação contra pneumonia para idosos com 85 anos ou mais

Prefeitura amplia vacinação contra pneumonia para idosos com 85 anos ou mais

Atleta vicentino conquista título internacional de jiu-jítsu em Portugal

Atleta vicentino conquista título internacional de jiu-jítsu em Portugal
© Folha 12 - Desde 2011
  • Home
  • São Paulo – Capital
  • São Paulo

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

%d