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Home»São Paulo - Capital»Privatização da educação: um projeto que ameaça direitos
São Paulo - Capital

Privatização da educação: um projeto que ameaça direitos

RedacaoBy Redacaosetembro 9, 2025Nenhum comentário2 Mins Read
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Esta é uma imagem digital de estilo gráfico que apresenta elementos textuais e visuais. À esquerda, há um ícone de livro aberto seguido pelo texto em preto: "COM A PALAVRA," em um fundo branco. A porção central-direita da imagem é dominada por uma foto de um homem de meia-idade, com cabelo grisalho curto e barba por fazer, usando um terno escuro, camisa branca e gravata vermelha. Abaixo da foto, há um logo com uma estrela vermelha e as letras "PT". Ao lado da foto, o texto em branco "Vereador JOÃO ANANIAS" aparece sobre um fundo escuro. O fundo da imagem exibe uma fachada de prédio moderno, parcialmente visível devido à sobreposição de elementos textuais e gráficos. No canto inferior direito, há uma faixa preta com o texto em branco: "Privatização da educação: um projeto que ameaça direitos". A composição combina elementos formais e informativos, com uma iluminação clara sobre as áreas textuais e visuais, proporcionando contraste entre o texto branco e o fundo escuro. A imagem tem um estilo profissional, sugerindo a comunicação formal de uma mensagem política ou institucional.
A educação é um direito fundamental, garantido pela Constituição. Não é mercadoria, não deve servir ao lucro, nem pode ser tratada como negócio. Ainda assim, vemos avançar um projeto de desestatização que ameaça essa área essencial da vida do povo.

Recentemente, a Prefeitura abriu licitação para contratar empresa de consultoria voltada a projetos de privatização e parcerias na Secretaria Municipal de Educação. A medida confirma a intenção de transferir para o setor privado estruturas que deveriam estar a serviço exclusivo da população.

Não é um caso isolado. O governo estadual tentou entregar a gestão de 143 escolas a empresas privadas, que assumiriam infraestrutura e manutenção. A Justiça suspendeu o processo, reconhecendo sua ilegalidade. Mas a intenção é clara: submeter nossas escolas à lógica do lucro.

Enquanto o Estado defende terceirizar a parte estrutural, a Prefeitura aposta na chamada “porteira fechada”: organizações sociais assumiriam toda a gestão, da infraestrutura à contratação de professores e inspetores. Em ambos os modelos, o resultado é o mesmo: precarização da rede, padronização que ignora a realidade dos territórios, desvalorização profissional e transformação da escola em negócio.

Essa lógica não surge do nada. Foi Tarcísio de Freitas quem estruturou um modelo para reduzir o investimento do Estado em políticas públicas, transferindo responsabilidades ao setor privado. O reflexo já pode ser visto no transporte, com as privatizações de linhas do metrô que ampliam tarifas e reduzem qualidade, e agora ameaça também a educação.

Esse é o método da direita: enfraquecer o Estado, desmontar políticas públicas e criar oportunidades de lucro com aquilo que deveria ser direito de todos. Mas a Constituição é clara: a educação deve ser pública, gratuita, universal e de qualidade.

Como vereador, reafirmo meu compromisso: defender uma escola que respeite sua comunidade, valorize trabalhadores e seja instrumento de transformação social. O caminho não é privatizar, mas fortalecer o serviço público.

E essa luta se torna ainda mais urgente diante das ameaças que pesam sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Um direito que deveria abrir portas para quem foi privado do acesso à escola está hoje em risco, diante de cortes e projetos que podem levar ao seu desmonte. Voltarei a esse tema no próximo artigo, abordando em profundidade a situação da EJA e a importância de garantir sua sobrevivência.

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Com informações da Câmara de São Paulo

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