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Home»São Paulo - Capital»Educação, Fé e Democracia: A Laicidade Como Defesa do Conhecimento
São Paulo - Capital

Educação, Fé e Democracia: A Laicidade Como Defesa do Conhecimento

RedacaoBy Redacaooutubro 15, 2025Nenhum comentário3 Mins Read
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Banner horizontal com foto de um homem de terno escuro e camisa clara, ao lado do texto. Fundo cinza com prédio. Texto: “COM A PALAVRA, Vereador Hélio Rodrigues. Educação, Fé e Democracia: A Laicidade Como Defesa do Conhecimento.”
O Brasil testemunha uma crescente presença da religião na vida pública. Em muitas comunidades, o cristianismo inspira solidariedade, acolhimento e práticas emancipatórias, servindo como rede de apoio humanista e comunitária. Contudo, essa mesma fé tem sido instrumentalizada por um projeto político que a transforma em ferramenta de poder e controle, desviando-a de seu potencial libertador.

Em contrapartida, grupos marginalizados — frequentemente alvos de discriminação e exclusão — tornam-se exemplos vivos de solidariedade autêntica. Encarnam o princípio cristão do acolhimento sem julgamento, tão bem representado na figura de Jesus Cristo.

O documentário Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, com depoimentos de Lula, Bolsonaro e Silas Malafaia, mostra como a fé deixou de ser apenas uma dimensão privada para se tornar um elemento decisivo nas eleições e nas políticas públicas. O crescimento de 35% da população evangélica nos últimos 40 anos consolidou esse segmento como uma força política estratégica, capaz de pautar governos e, em nome de uma moral conservadora, enfraquecer princípios democráticos.

Os reflexos dessa ofensiva são visíveis na educação pública. Movimentos como o “Escola Sem Partido”, sob o falso pretexto de neutralidade, tentam impor controle ideológico, restringindo debates, perseguindo professores e silenciando discussões essenciais sobre direitos humanos, diversidade e cidadania. Trata-se de um ataque direto à liberdade de cátedra e ao papel plural da escola.

Essa lógica se opõe frontalmente à educação libertadora de Paulo Freire, para quem ensinar é um ato político de emancipação. Frei Betto e Padre Júlio Lancellotti são exemplos contemporâneos de que a fé pode caminhar lado a lado com a democracia, denunciando as injustiças e defendendo a vida — especialmente a dos mais pobres e esquecidos.

Em contraste, países como a China baseiam seu desenvolvimento no culto ao conhecimento, à ciência e à educação. Lá, o que ilumina o caminho coletivo é a razão científica — a pesquisa, a inovação e o investimento em formação intelectual e tecnológica. Esse compromisso com a ciência e o saber permitiu à China tirar centenas de milhões de pessoas da pobreza e alcançar avanços extraordinários em infraestrutura, saúde e energia limpa, demonstrando que o futuro de uma nação se constrói com educação.

A fé e as crenças religiosas sempre terão o seu lugar na sociedade, pois fazem parte da identidade e da cultura do nosso povo. Mas esse lugar não é a educação pública. A escola deve ser o espaço do conhecimento científico, do pensamento crítico e da liberdade de aprender e ensinar.

Quando a fé ocupa o espaço da ciência, o resultado é o retrocesso; quando o saber ilumina o caminho, nasce a emancipação.

O Plano Nacional de Educação (PNE) e o Plano Municipal de Educação (PME) de São Paulo estabelecem metas claras para a gestão democrática e a liberdade de expressão. Defender a laicidade do Estado é proteger a escola pública como espaço de construção coletiva, livre de interferências confessionais que limitem o conhecimento e o respeito à diversidade.

A Câmara Municipal de São Paulo tem o dever de garantir esse princípio, barrando retrocessos e fiscalizando projetos que atentem contra a Constituição. É preciso assegurar uma rede pública plural, democrática e inclusiva, que forme cidadãos críticos, solidários e conscientes.

Em um país tão vasto e diverso como o Brasil, a liberdade de crença é um pilar da democracia. E é justamente a laicidade que assegura a convivência de todas as fés e ideologias. Defender o Estado laico é defender o direito de cada um crer, ou não crer, e, acima de tudo, preservar a pluralidade, o conhecimento e a democracia.

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Com informações da Câmara de São Paulo

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