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São Paulo

Educação de SP tem 188 professores estrangeiros

RedacaoBy Redacaooutubro 20, 2025Nenhum comentário4 Mins Read
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Entre os mais de 170 mil docentes que atuam nas salas de aula das mais de 5.000 escolas estaduais paulistas, 188 são estrangeiros. Esses docentes lecionam na educação básica — do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental e da 1ª à 3ª série do Ensino Médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA) — mas também nos 150 Centros de Estudos de Línguas (CELs) paulistas. Os cinco países de origem mais frequentes são Portugal, com 27 professores, Japão, com 24, Chile, com 19, Argentina, com 14 e Angola, com 12.

A professora Bernarda del Carmen Silva Carmona é chilena e leciona espanhol no CEL da Escola Estadual Peixoto Gomide, em Itapetininga. Natural de Santiago, a professora vive no Brasil há três décadas. Antes de chegar ao país, trabalhava como secretária executiva em uma multinacional chilena do ramo do petróleo. A vinda ao Brasil, segundo ela, aconteceu de forma inesperada: “Vim passar as férias e acabei ficando”.

LEIA TAMBÉM: Quem são os professores da rede estadual de SP? 9 dados que mostram o perfil

Formada em letras em espanhol e inglês e também em língua portuguesa, Bernarda iniciou sua carreira docente em escolas particulares, mas sonhava com uma oportunidade no ensino público. “Sempre trabalhei nas escolas particulares e queria ter uma chance no estado”, conta. Hoje, ela leciona no CEL.

Além do idioma, a professora leva para a sala de aula aspectos culturais do mundo hispânico, como “localização geográfica dos países, pontos turísticos, escritores, pintores, gastronomia, danças típicas, curiosidades e literatura hispânica”, incluindo autores premiados com o Prêmio Nobel, como seu conterrâneo Pablo Neruda.

Professora Bernarda del Carmen Silva Carmona é chilena e leciona espanhol no CEL da Escola Estadual Peixoto Gomide, em Itapetininga. Foto: Divulgação/Governo de SP

Bernarda lembra com carinho de experiências marcantes com seus alunos brasileiros: “Tenho alunos que gabaritaram o Enem em espanhol”.

Para ela, aprender uma língua estrangeira é essencial, porque o Brasil faz fronteira com os países hispânicos e o mercado de trabalho valoriza o conhecimento de outro idioma.

Ela também faz uma observação e manda um recado para estudantes que farão o Provão Paulista em 2025: “Qualquer aluno que se forma na Fatec tem o diploma reconhecido nos países do Mercosul, e há espanhol em todas as profissões da Fatec”.

Onde eles estão

Na capital, estão 58 professores estrangeiros. No interior do estado, a unidade regional de ensino com mais professores estrangeiros é São José dos Campos, com seis professores nascidos fora do Brasil.

É o caso da japonesa Noriko Adachi Akama. Ela começou a lecionar em 1984 e hoje é professora de japonês no CEL da Escola Estadual Major Aviador José Mariotto Ferreira.  A escolha pela carreira veio de um pedido inesperado. “Uma aluna me perguntou, porque sabia que eu conhecia o japonês, se eu não queria dar aula. Isso me despertou uma vontade imensa de lecionar a minha língua natal”, diz.

Noriko Adachi Akama, professora de japonês no CEL da Escola Estadual Major Aviador José Mariotto Ferreira. Foto: Divulgação/Governo de SP

Ela acredita que ensinar vai além da gramática. “Acredito que ensinar uma língua é muito mais do que transmitir regras: é abrir portas para uma nova forma de ver o mundo.” Por isso, adapta o conteúdo ao universo dos estudantes. “Uso músicas, filmes, séries e temas da juventude. Também valorizo muito a oralidade e a afetividade, porque aprender uma língua é também se emocionar com ela.”

Como se matricular no curso de idioma gratuito da Educação

Os Centros de Estudo de Línguas (CEL) do estado de São Paulo são escolas que oferecem cursos de idiomas gratuitos. Eles proporcionam aos alunos da rede estadual a oportunidade de aprender gratuitamente línguas como inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e japonês, além de cursos de língua portuguesa para estrangeiros e libras (Língua Brasileira de Sinais). Em todo o estado, são 150 unidades e cada uma delas oferece idiomas diferentes.

Alunos de qualquer escola estadual podem se matricular nos CELs. Não é necessário que o centro seja sediado em sua escola de origem — o cronograma de matrículas é individual em cada unidade. A lista de CELs pode ser conferida neste link.

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Com informações da Agência São Paulo

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