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Home»São Paulo»Eleições 2026: voto eletrônico é auditável; conheça recursos de segurança da urna
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Eleições 2026: voto eletrônico é auditável; conheça recursos de segurança da urna

RedacaoBy Redacaooutubro 21, 2025Nenhum comentário7 Mins Read
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Uma das ferramentas de segurança, o Registro Digital do Voto (RDV) permite a recontagem dos votos se for necessário, substituindo o voto impresso e dispensando a intervenção humana e possíveis fraudes e falhas

Investigadores analisam componentes da urna durante Teste Público de Segurança / Foto: TSE


O sistema eletrônico de votação completa 30 anos nas eleições 2026 reconhecido por garantir a transparência do processo eleitoral. Desde a chegada da urna eletrônica, em 1996, não houve nenhuma fraude comprovada que pudesse alterar o resultado das eleições ou quebrar o sigilo do voto. Essa conquista deve-se também ao fato de o voto eletrônico ser auditável — os mecanismos que fazem as urnas funcionarem podem ser fiscalizados antes, durante e depois do pleito. O Registro Digital do Voto (RDV), espécie de tabela digital que armazena os votos digitados na urna de forma aleatória, é uma das ferramentas que reforçam a segurança do sistema.

Os dados do RDV podem ser auditados e comparados aos dos boletins de urna (BUs), divulgados nos locais de votação e na internet, para comprovar a apuração oficial. Os partidos políticos e coligações podem solicitar os RDVs de todas as urnas que quiserem após a conclusão dos trabalhos de totalização. Pouco tempo depois, eles também são publicados na internet, na página de Resultados da Justiça Eleitoral (clicar em “Dados de Urna”, no canto direito superior, em seguida selecionar o estado, a cidade, a zona eleitoral, a seção e depois “RDV”).

Ao contrário de uma cédula de papel com a marcação dos votos, que pode ser riscada, rasgada ou desviada, o RDV é seguro porque não permite que os dados guardados na urna sejam modificados. Os RDVs são como o voto impresso, mas “impresso digitalmente”. Além disso, os votos são salvos de maneira embaralhada para não comprometer o sigilo do voto, sem a identificação do eleitor ou da eleitora nem do horário em que o voto foi registrado. Procedimentos de segurança da informação, como criptografia, assinatura digital e hashes (resumos digitais), são usados para proteger essa tabela digital de votos e todo o sistema. Com isso, é possível checar os votos depositados em cada urna ou mesmo conferi-los com os totais impressos nos BUs sem a necessidade de intervenção humana. Dessa forma, além de gerar transparência, o RDV substitui o voto impresso por preservar a integridade das informações.

Segurança reforçada: criptografia, assinatura digital e hashes

No sistema eletrônico de votação, a criptografia é utilizada para resguardar dados sensíveis. O método protege as informações por meio de algoritmos codificados. Por meio da criptografia, todos os dados são transformados em sinais e embaralhados. Quem recebe os dados precisa ter uma chave para desembaralhar esses dados. Um exemplo de aplicação da criptografia no dia a dia está nos aplicativos de mensagens instantâneas. Os textos compartilhados por aplicativos como o WhatsApp são criptografados de ponta a ponta, o que significa que apenas o remetente e o destinatário podem ler o conteúdo.

A Justiça Eleitoral utiliza criptografia nos dados biométricos do eleitorado. Nesse caso, as impressões digitais são preservadas até serem decifradas pela urna para confirmar a identidade da pessoa e liberar o equipamento para o voto. Os votos também são codificados por criptografia para preservar o anonimato da votação.

Outra reforço na segurança dos votos é a assinatura digital, recurso capaz de garantir a autenticidade de um sistema eletrônico. O mecanismo é semelhante ao utilizado por certificados digitais de documentos on-line. A assinatura digital assegura a autoria de determinado documento ou sistema, ou seja, quem o produziu de fato.

Por sua vez, os hashes são resumos digitais gerados na cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esses resumos digitais são códigos únicos que correspondem a cada programa que faz a urna funcionar (uma espécie de impressão digital de cada programa). Eles garantem a integridade do sistema, ou seja, que não houve nenhuma modificação no código-fonte dos programas que estão de fato rodando nas urnas desde que eles foram lacrados antes do pleito.

Rotineiramente , os antivírus de computadores usam hashes para identificar arquivos maliciosos. Esses programas inspecionam o hash de um arquivo e o comparam com um banco de dados de hashes de vírus conhecidos para descobrir se houve alguma alteração no arquivo original, identificando-o então como malicioso.

No caso da votação eletrônica, é feita uma verificação automática assim que a urna é ligada. Caso haja qualquer alteração nos programas da urna, seja nas assinaturas digitais ou nos hashes, o sistema de segurança faz o equipamento emitir um alerta de erro de integridade, revelando a inconsistência, e a urna para de funcionar.

Ciclo de Transparência das Eleições 2026, código-fonte e Teste Público da Urna

Além desses recursos tecnológicos, antes do pleito, há vários processos de fiscalização do sistema eletrônico de votação. No início deste mês, a Justiça Eleitoral deu início ao Ciclo de Transparência Democrática — Eleições 2026, que inclui a abertura do código-fonte para inspeção dos sistemas eleitorais. O código-fonte da urna é um conjunto de instruções às quais os sistemas eleitorais, desenvolvidos pelo TSE, obedecem. Em outras palavras, o código-fonte determina o funcionamento do aparelho.

Durante a cerimônia de inauguração do Ciclo de Transparência, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou a importância do eleitorado participar desse processo. “O sistema eleitoral é do povo brasileiro e à cidadania cabe verificar, participar, ser partícipe deste processo. O código-fonte está exposto de maneira clara, objetiva, segura para avaliação, para conhecimento pleno, com o acompanhamento e esclarecimento pela Justiça Eleitoral de tudo que vier a ser questionado”, afirmou.

Outro evento desse ciclo é o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais — o Teste Público da Urna. O evento funciona como uma espécie de desafio em que especialistas de informática tentam quebrar a segurança da urna. O objetivo é fortalecer a confiabilidade e a segurança da captação, da apuração e da transmissão dos votos. Atualmente, o procedimento está na fase de recebimento dos planos de teste, que devem ser divulgados nas próximas semanas. Até hoje, nenhuma tentativa conseguiu identificar nenhuma vulnerabilidade na urna capaz de alterar o resultado da eleição. O calendário do Teste Público da Urna 2025 pode ser conferido nesta página.
 

Teste Público da Urna: investigadores concluem análise dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais


Testes de Integridade e de Autenticidade

Já nas semanas anteriores ao pleito, ainda há cerimônias públicas com a presença de entidades fiscalizadoras, como partidos políticos, Polícia Federal e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que acompanham a assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais e a preparação das urnas para a votação.

Além disso, na véspera e no dia da votação, são realizados os Testes de Integridade e de Autenticidade. As auditorias de integridade ocorrem paralelamente à eleição e simulam uma votação para comprovar a segurança das máquinas. É uma espécie de batimento para verificar se o voto marcado na cédula de papel é o mesmo contabilizado pela urna eletrônica.

Já a verificação de autenticidade serve para atestar que os programas inseridos nas máquinas são os mesmos assinados e lacrados pelo TSE. Nas eleições de 2024 em São Paulo, os testes ocorreram no Centro Cultural São Paulo e na Universidade Paulista (Unip) — campus Paraíso, na capital.

Após encerramento da votação, ainda há a divulgação dos boletins de urna com a apuração de cada máquina. Os papéis são impressos e afixados nas portas das seções eleitorais. Também existe a possibilidade de verificar esses arquivos na página de Resultados da Justiça Eleitoral. Para acessá-los, basta clicar em “Dados de Urna”, no canto direito superior, em seguida selecionar o estado, a cidade, a zona eleitoral, a seção e depois “Boletim de Urna”.

Mais informações: [email protected]
 

Veja mais notícias do TRE-SP. 

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