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Home»São Paulo»Entenda como os níveis dos reservatórios impactam no abastecimento de água em São Paulo
São Paulo

Entenda como os níveis dos reservatórios impactam no abastecimento de água em São Paulo

RedacaoBy Redacaojaneiro 10, 2026Nenhum comentário6 Mins Read
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O Governo de São Paulo utiliza desde outubro do ano passado um modelo inédito e mais moderno de acompanhamento e gestão integrada dos recursos hídricos, criado para garantir a preservação dos reservatórios e dar segurança ao abastecimento de água para a população. A gestão leva em conta o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), com a tomada de ações de acordo com o comportamento de todo o sistema. 

Para assegurar previsibilidade, as restrições só acontecem após sete dias consecutivos dos índices em uma mesma faixa, com relaxamento após 14 dias consecutivos de retorno ao cenário imediatamente mais brando.

Nesta sexta-feira (9), o SIM operava com 27,4% de sua capacidade total, o que o enquadra na Faixa 3 operacional e significa uma Gestão de Demanda Noturna (GDN) de 10 horas por dia e intensificação de campanhas de conscientização.

LEIA TAMBÉM: Após ações de preservação do Governo de São Paulo, Sistema Cantareira se mantém acima de 20%

O principal sistema monitorado pelo SIM é o Cantareira, que abastece cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo. Desde 2017, ele tem também um monitoramento específico realizado em conjunto entre a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP-Águas). 

Neste momento, o Sistema Cantareira registra 19,8% de volume armazenado, mas permanece enquadrado na Faixa 4 – Restrição da ANA. Isso ocorre porque a definição da faixa oficial também não é automática ou diária. De acordo com a resolução, a avaliação é feita mensalmente pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas, do Governo de São Paulo, sempre ao final de cada mês, com base nos dados consolidados de armazenamento e nas condições hidrológicas. 

A próxima análise está prevista para 31 de janeiro, e só a partir dessa data é definido se haverá mudança de faixa, com reflexos nos limites de captação adotados no mês seguinte.

Entenda como funciona o SIM

O SIM reúne sete reservatórios interligados, entre eles o Sistema Cantareira, o que permite uma operação integrada e mais resiliente em situações de escassez hídrica.

A classificação por faixas faz parte de uma metodologia moderna e inédita adotada pelo Governo do Estado, que estabelece sete níveis de atuação para o SIM. Esses níveis variam conforme os volumes armazenados nos períodos de chuva e de estiagem e permitem um gerenciamento preventivo dos recursos hídricos, com ajustes graduais na operação antes que a situação se agrave.

LEIA TAMBÉM: Nova tarifa da Sabesp entra em vigor com valor 15% menor que no modelo estatal

O monitoramento dos mananciais paulistas é realizado 24 horas por dia pela SP Águas, a Agência de Águas do Estado de São Paulo. O centro de controle acompanha, em tempo real, os níveis dos reservatórios, as afluências, as vazões captadas e o comportamento hidrológico em todo o território paulista. 

Para assegurar previsibilidade, as restrições só acontecem após sete dias consecutivos dos índices em uma mesma faixa, com relaxamento após 14 dias consecutivos de retorno ao cenário imediatamente mais brando.

As informações são públicas e atualizadas diariamente. Acompanhe o monitoramento aqui.

As faixas de atuação:

Faixa 1: Foco em prevenção, consumo consciente e início do Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA).

Faixa 2: Níveis estáveis, mas em queda; implantação da Gestão de Demanda Noturna (GDN) de 8 horas e reforço no combate a perdas.

Faixa 3: Cenário de atenção; GDN ampliada para 10 horas e intensificação das campanhas de conscientização.

Faixa 4: Reservatórios abaixo da curva de segurança; redução de pressão por 12 horas e monitoramento contínuo dos volumes.

Faixa 5: Níveis críticos; redução de pressão por 14 horas e priorização do abastecimento a serviços essenciais.

Faixa 6: Criticidade alta; redução de pressão por 16 horas e controle máximo do sistema para preservar os mananciais.

Faixa 7: Cenário extremo; rodízio regional de abastecimento e apoio com caminhões-pipa para garantir serviços prioritários.

Entenda o monitoramento do Sistema Cantareira

O Sistema Cantareira, um dos principais mananciais da Região Metropolitana de São Paulo, possui regras próprias de operação. Seu funcionamento é regido pela Resolução Conjunta ANA/DAEE nº 925, em vigor desde 2017, que se aplica exclusivamente a esse sistema, formado pelos reservatórios Jaguari-Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro.

A resolução estabelece cinco faixas de operação, definidas de acordo com o volume útil acumulado. Na Faixa 1-Normal, o sistema opera com volumes iguais ou superiores a 60%. À medida que os níveis diminuem, o enquadramento avança para as faixas de 2-Atenção, 3-Alerta e 4-Restrição, até chegar à Faixa 5-Especial, quando o volume fica abaixo de 20%. Cada faixa determina limites máximos de retirada de água, que se tornam progressivamente mais restritivos com o objetivo de preservar os reservatórios.

A definição das faixas não é automática ou diária. De acordo com a resolução, a avaliação é feita mensalmente pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas, sempre ao final de cada mês, com base nos dados consolidados de armazenamento e nas condições hidrológicas. Caso o sistema venha a ser enquadrado na Faixa Especial, passam a valer medidas mais rigorosas, como a possibilidade de redução adicional da vazão captada, definida diretamente pelos órgãos gestores. Essas ações têm caráter técnico e preventivo e visam aumentar a segurança hídrica e proteger os reservatórios durante períodos críticos.

Gestão integrada e medidas complementares

Decisões como gestão de demanda noturna ou eventual rodízio não estão vinculadas diretamente à resolução específica do Cantareira. Essas medidas fazem parte da metodologia mais ampla de gestão hídrica do Governo do Estado e são de competência da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), que atua com base em protocolos técnicos e preventivos previstos no Plano Estadual de Segurança Hídrica.

LEIA TAMBÉM: Louça, banho e mangueira: veja gestos simples que economizam centenas de litros de água

Uso consciente e segurança hídrica

A superação de cenários de seca prolongada depende tanto da gestão técnica quanto da colaboração da sociedade. O Governo do Estado tem reforçado a importância do uso consciente da água, especialmente em um contexto de altas temperaturas, menor volume de chuvas e aumento do consumo. 

Pequenas atitudes cotidianas contribuem para preservar os mananciais e fortalecer a segurança hídrica: reduzir o tempo do banho de 15 para 5 minutos pode economizar até 162 litros de água em um apartamento; lavar o carro com balde, em vez de mangueira, evita o desperdício de 176 litros; e varrer a calçada, em vez de lavá-la, pode poupar até 279 litros a cada 15 minutos.

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Com informações da Agência São Paulo

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