Close Menu
Folha 12 – São PauloFolha 12 – São Paulo
  • Home
  • São Paulo – Capital
  • São Paulo

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Artista circense Bruno Edson recebe o Título de Cidadão Paulistano da Câmara

maio 28, 2026

Comissão de Administração Pública debate projetos sobre uso de celulares nas escolas, circos itinerantes e prestação de contas

maio 28, 2026

CEUs vão receber projeto “Futuro Gamer: Hub Móvel na Quebrada”

maio 28, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Folha 12 – São PauloFolha 12 – São Paulo
  • Home
  • São Paulo – Capital
  • São Paulo
Facebook X (Twitter) Instagram
Folha 12 – São PauloFolha 12 – São Paulo
Home»São Paulo»Estresse na adolescência provoca alterações cerebrais duradouras, aponta estudo
São Paulo

Estresse na adolescência provoca alterações cerebrais duradouras, aponta estudo

RedacaoBy Redacaomarço 8, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest Telegram LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Telegram Email

Situações estressantes vividas na adolescência tendem a provocar alterações mais profundas e duradouras no cérebro do que quando ocorrem na vida adulta. Um estudo feito em ratos na Universidade de São Paulo (USP) identificou um dos mecanismos neurológicos por trás dessa diferença, oferecendo novas pistas sobre a origem de transtornos psiquiátricos como depressão e esquizofrenia.

Os pesquisadores comprovaram que a exposição ao estresse na adolescência pode interferir no equilíbrio dos neurônios, comprometendo a maturação de redes neurais e aumentando a vulnerabilidade a disfunções cerebrais que podem persistir até a vida adulta. Os resultados foram publicados na revista Cerebral Cortex.

A pesquisa, apoiada pela FAPESP, demonstrou que o estresse na adolescência provoca mudanças permanentes nos circuitos do córtex pré-frontal, região cerebral responsável pelo controle emocional e função cognitiva.

De acordo com os pesquisadores, traumas nessa fase da vida desregulam o equilíbrio entre sinais de excitação e inibição no cérebro, comprometendo a estabilidade funcional do órgão. Já em roedores adultos, o cérebro mostrou maior resiliência, com mecanismos de recuperação que tornaram os efeitos do estresse mais passageiros.

“Estudos epidemiológicos já haviam demonstrado que o impacto do estresse severo é mais profundo na adolescência. Em nosso trabalho, comprovamos que ele causa desequilíbrio na comunicação entre células cerebrais nas duas fases da vida. No entanto, como o cérebro adolescente ainda está em formação, não há proteção suficiente contra esse impacto”, explica Felipe Gomes, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e coordenador do estudo.

Na pesquisa, ratos machos foram submetidos a um protocolo de estresse ao longo de dez dias consecutivos, com choques nas patas e restrição de movimento. Os experimentos foram realizados em dois grupos distintos: animais entre 31 e 40 dias de vida (fase da adolescência) e na fase adulta (de 65 a 74 dias).

Em seguida, os cientistas analisaram, nos dois grupos, alterações de curto e longo prazo na atividade de neurônios excitatórios (piramidais glutamatérgicos) e inibitórios (interneurônios GABAérgicos), ambos presentes no córtex pré-frontal medial.

Nos ratos adolescentes, o estresse provocou um aumento persistente na atividade dos neurônios excitatórios e alterou de forma duradoura o funcionamento dos inibitórios. O resultado foi um desequilíbrio prolongado, como se o cérebro estivesse acelerado, sem “um freio funcionando”. Foi observado também que, embora a força dos sinais inibitórios tenha retornado ao estado normal, o padrão de disparo permaneceu irregular, o que compromete o controle neural.

Nos adultos, contudo, o estresse causou apenas uma redução temporária na atividade dos interneurônios inibitórios, sem gerar a hiperexcitabilidade observada nos adolescentes. Isso permitiu que o sistema se reequilibrasse após o período de estresse.

“O estudo também mostrou que o mau funcionamento dos interneurônios afetou os ritmos elétricos cerebrais. Nos adolescentes, houve uma redução duradoura nas oscilações gama, fundamentais para processos cognitivos superiores, como atenção e memória de trabalho, e que estão prejudicadas na esquizofrenia. Já nos adultos, o estresse reduziu temporariamente as oscilações teta, que regulam a comunicação entre o córtex e outras regiões, como o hipocampo. A recuperação desse ritmo sugere que a conectividade cerebral foi restabelecida”, conta Gomes.

Mecanismos neurais

Estudos anteriores do mesmo grupo já haviam mostrado que o estresse na adolescência pode induzir comportamentos semelhantes aos da esquizofrenia, enquanto o estresse na vida adulta tende a provocar alterações mais associadas à depressão.

“Nosso trabalho avança ao revelar os mecanismos neurais por trás dessas diferenças, mostrando que o momento da vida em que o estresse ocorre é determinante para o tipo e a duração das alterações nos circuitos do córtex pré-frontal”, afirma Flávia Alves Verza, que investiga o tema em seu pós-doutorado, apoiado pela FAPESP.

“Conseguimos aprofundar esse entendimento ao caracterizar o impacto do estresse em diferentes períodos da vida sobre tipos de células distintas no córtex pré-frontal, região frequentemente afetada em transtornos psiquiátricos”, completa Gomes.

Além de compartilharem a exposição ao estresse como um fator de risco comum, cerca de 40% dos genes de risco para esquizofrenia também estão associados à depressão. “Dessa forma, o novo estudo contribuiu para a hipótese de que um indivíduo geneticamente vulnerável pode desenvolver esquizofrenia se exposto a traumas na adolescência, enquanto o mesmo trauma na vida adulta pode desencadear depressão. Os resultados reforçam a importância de estratégias preventivas voltadas aos jovens, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade emocional”, afirma o pesquisador.

source
Com informações da Agência São Paulo

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Relacionado

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
Redacao
  • Website

Related Posts

Previsão do tempo para quinta-feira (28), em SP: tempo estável

maio 28, 2026

Governo de SP entrega moradias a 80 famílias que aguardavam casa própria há 24 anos em Bragança Paulista

maio 28, 2026

Governo de São Paulo inaugura Espaço Prevenir no Capão Redondo

maio 28, 2026

Governo de SP reforça vacinação contra febre amarela no ABC após confirmação do vírus em Santo André

maio 28, 2026

Operação Muralha Paulista II captura 84 procurados em todo o estado de SP

maio 28, 2026

SP lança guia para prática de observação de aves da Mata Atlântica

maio 28, 2026

Deixe uma respostaCancelar resposta

@sbatmao Na entrega da Fatec Suzano, o Governador de São Paulo Tarcísio de Freitas entrevistou o Batmão, na sequência Batmão entrevista o Presidente da ALESP Deputado André do Prado. #tarcisiodefreitas #batmao #andrédoprado #suzanotv #tvsuzano ♬ som original - Lucas Secario Novo o Batmão
Posts Recentes: Suzano TV com Batmão — a voz do povo @secario.batmao

Semana cultural reúne música lírica, blues e festival de compositoras

Semana cultural reúne música lírica, blues e festival de compositoras

Convênio 975499/2025 – Aquisição de 01 Retroescavadeira

Convênio 975499/2025 – Aquisição de 01 Retroescavadeira

Câmeras da Prefeitura identificam trajeto do veículo envolvido em furto de motos elétricas na região central

Câmeras da Prefeitura identificam trajeto do veículo envolvido em furto de motos elétricas na região central

Corrida de Rua na Via Estrutural reúne cerca de 1.500 participantes e recebe avaliação positiva dos atletas

Corrida de Rua na Via Estrutural reúne cerca de 1.500 participantes e recebe avaliação positiva dos atletas

Licenciamento ambiental: Praia Grande sedia encontro regional para fortalecer integração

Licenciamento ambiental: Praia Grande sedia encontro regional para fortalecer integração
© Folha 12 - Desde 2011
  • Home
  • São Paulo – Capital
  • São Paulo

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

%d