Com informações da Câmara Municipal de São Paulo
Nesta terça-feira (16/06), a Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Cidadania aprovou três requerimentos. Os documentos foram apresentados pela presidenta da comissão, Luna Zarattini (PT), e pela vice-presidenta, Luana Alves (PSOL).
Entre os itens que avançaram no colegiado está a realização de uma audiência pública para debater a implementação do Parque do Rio Bixiga, na região central da cidade. A autora da solicitação, vereadora Luna Zarattini (PT), ressaltou a importância do debate: “Vai ser mais um equipamento público e precisa ter a participação de todos na construção desse projeto que é inovador”.
A parlamentar também propôs uma manifestação de solidariedade à comunidade da Escola Municipal Raul de Leoni, localizada na zona norte da capital. Segundo Zarattini, a instituição de ensino vem sofrendo perseguição política após promover a pintura de um mural em homenagem a Marielle Franco, ex-vereadora do Rio de Janeiro.
“É uma escola premiada, tem feito um bom trabalho e está sendo perseguida por homenagear uma pessoa, que, a nosso ver, foi e é fundamental para a democracia. Não há nada de irregular ou inconstitucional com essa homenagem no muro da escola. Estamos defendendo todas as escolas da rede municipal”, disse Zarattini.
Informações da Secretaria de Cultura
A Comissão aprovou ainda um requerimento da vereadora Luana Alves (PSOL) que solicita esclarecimentos à Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa sobre a gestão do Theatro Municipal de São Paulo. De acordo com a parlamentar, o pedido se baseia em declarações recentes de Edilson Ventureli, diretor-executivo do Instituto Baccarelli, entidade responsável pela gestão do espaço, acerca das formas de inclusão de grupos historicamente marginalizados nas políticas culturais desenvolvidas pelo equipamento.
“O novo gestor do Theatro Municipal disse em uma entrevista a Folha de São Paulo que o diálogo com as populações negras, LGBTQIAPN+ e indígenas seria um diálogo em que essa população deveria ficar na plateia e não no palco. O que ele quis dizer com isso? Que essa comunidade não pode ser atores produtores. Tem que só assistir? É um nível de atraso que assusta muito, e por isso eles devem dar respostas a esta comissão, porque não é aceitável”, apontou a vereadora.
A reunião, que pode ser conferida na íntegra aqui, também contou com a participação dos parlamentares Silvão Leite (UNIÃO), e Marcelo Messias (MDB).
