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Home»São Paulo - Capital»Rede Olímpica amplia acesso ao esporte e ajuda a formar atletas de alto rendimento em São Paulo
São Paulo - Capital

Rede Olímpica amplia acesso ao esporte e ajuda a formar atletas de alto rendimento em São Paulo

RedacaoBy Redacaojunho 17, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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Rede Olímpica amplia acesso ao esporte e ajuda a formar atletas de alto rendimento em São Paulo

Programa organiza rede pública voltada à identificação e ao desenvolvimento de talentos

Com crescimento de 125% no número de participantes entre 2023 e 2025, a Rede Olímpica da Prefeitura de São Paulo já atende 1.428 crianças e adolescentes de 5 a 18 anos em diferentes regiões da cidade e cria um caminho estruturado que vai da iniciação esportiva às competições nacionais e internacionais, ao transformar centros esportivos da capital em porta de entrada para o alto rendimento.

Mais do que oferecer aulas gratuitas, o programa organiza uma rede pública voltada à identificação e ao desenvolvimento de talentos esportivos, integrando treinamento técnico, acompanhamento especializado e encaminhamento de atletas ao Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) e a clubes de alto rendimento.

Recentemente, cerca de 200 jovens vinculados ao projeto já participaram de competições estaduais, nacionais e internacionais. Desde 2023, ao menos 107 atletas foram encaminhados ao Centro Olímpico ou a outras equipes esportivas.

Desenvolvida pela Secretaria Municipal de Esportes em parceria com o Instituto Movimento, a iniciativa funciona dentro da estrutura dos centros esportivos municipais, que somam mais de 40 equipamentos espalhados pela capital e reúnem cerca de 1 milhão de usuários cadastrados.

A Rede Olímpica está presente nos polos do Cambuci, Pirituba, Guarapiranga, José Bonifácio, Vila Curuçá, CERET e CEPEUSP, oferecendo treinamento em modalidades como basquete, boxe, canoagem, futebol, ginástica artística, handebol, judô, luta olímpica, tênis de mesa, vela e vôlei.

O programa se diferencia pela possibilidade de os alunos experimentarem diferentes modalidades esportivas até encontrarem maior identificação e potencial de desenvolvimento. A partir desse processo, técnicos especializados acompanham o desempenho dos participantes e identificam atletas com perfil para o esporte competitivo.

Foi o que aconteceu com a atleta Lorena Nemezio de Lima, de 15 anos, jogadora de handebol do São Paulo Futebol Clube. Seu primeiro contato com o esporte foi no Centro Esportivo Pirituba, onde pretendia treinar vôlei, mas acabou indo para o handebol por incentivo de uma amiga. “A Rede Olímpica foi o início de tudo, porque sem ela eu nunca teria chegado onde estou hoje e me apaixonado pelo esporte”, conta.

Ao relembrar o período no projeto, Lorena destaca os aprendizados dentro e fora das quadras. “Durante minha trajetória, aprendi a ter mais responsabilidade e comprometimento com os treinos, a lidar com vitórias e derrotas, trabalhar em equipe e a entender minhas companheiras. A experiência me trouxe mais maturidade”.

A estrutura é considerada estratégica para ampliar o acesso ao esporte de rendimento na cidade e democratizar oportunidades para jovens de diferentes regiões da capital.

“O esporte hoje representa saúde física, saúde mental, inclusão e desenvolvimento social. A Rede Olímpica permite que crianças e adolescentes tenham acesso gratuito ao esporte e encontrem oportunidades reais de crescimento dentro da modalidade que escolherem”, destaca a medalhista olímpica e secretária de Esportes e Lazer, Érika Coimbra.

O sistema também funciona como base de formação para o Centro Olímpico, equipamento municipal de alto rendimento localizado no Ibirapuera e que atualmente reúne 1.612 atletas em 16 modalidades.
Além do desenvolvimento técnico, os treinamentos trabalham disciplina, convivência, responsabilidade e trabalho em equipe. A Rede Olímpica conta hoje com 32 profissionais entre coordenadores e treinadores especializados.

A expansão da iniciativa continua em andamento. A meta da Prefeitura é implantar mais seis polos até 2028, ampliando o alcance territorial da política pública esportiva.

A iniciativa também se conecta a ações realizadas em parceria com o Governo do Estado para fortalecimento da prática esportiva e ampliação da estrutura de atendimento a jovens atletas na capital. Ao longo do semestre, também são realizados encontros de integração entre os polos, além de competições que envolvem o Centro Olímpico.

O trabalho é desenvolvido em dois níveis: no organizacional, com padronização das categorias, frequência dos treinos e estrutura; e no técnico, com diretrizes metodológicas comuns, conduzidas por profissionais qualificados e com experiência em alto rendimento. Os polos têm autonomia para adaptar as atividades às especificidades locais e dos participantes.

Descoberta de talentos e treinamento
Na prática, a formação vai além do desempenho técnico e inclui aspectos coletivos e individuais. O treinador de handebol Rodrigo Kenji explica que o trabalho envolve adaptar o aluno para que ele tenha um desempenho melhor dentro das características do seu biotipo. “Nas questões técnicas, ensinamos desde os conceitos básicos, como finta, passe, recepção e jogo de desmarque, até aspectos mais complexos da parte tática. Já no aspecto coletivo e psicológico, buscamos fazer com que ele entenda que o handebol é um esporte em equipe e que depende dos colegas para jogar”, explica.

Entre os participantes, o impacto do projeto também aparece no dia a dia. A aluna de handebol Luiza Galvão de Souza, de 9 anos, treina no Centro Esportivo Pirituba há dois anos e diz que a prática melhorou a estratégia, o trabalho em equipe e a coordenação motora. “Percebi que, durante os aquecimentos, os movimentos ficaram mais fáceis de fazer”, conta.

Já o aluno de luta olímpica Murilo Alves Costa, de 12 anos, se interessou pela modalidade logo no primeiro treino, há três anos. Desde então, já participou de competições realizadas pelo projeto. “A experiência foi muito importante para trocar técnicas e fazer amizade com outros atletas”, relata. Com metas bem definidas, projeta o futuro: “Quero ser lutador profissional e participar de uma Olimpíada”.

Para o treinador de luta olímpica Gil Leon Lima Diniz da Silva, o trabalho representa um avanço importante para a modalidade no país. “A Rede Olímpica foi um divisor de águas. A luta olímpica faz parte dos Jogos desde a primeira edição e é muito conhecida internacionalmente, mas ainda pouco difundida no Brasil. O programa tem grande valor porque oferece não apenas o esporte como recreação, mas também com foco competitivo e na formação de atletas”, afirma.
 

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Com informações da Prefeitura de São Paulo

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