Prefeitura e Governo do Estado entregam 222 apartamentos na Mooca e ampliam programa habitacional da capital
Residencial Ipê recebeu investimento de R$ 40 milhões, beneficia famílias dos cadastros habitacionais da COHAB-SP e da CDHU e integra a maior política habitacional da história da cidade
A vida de 222 famílias passou a ter outro ritmo a partir da noite desta terça-feira (30), quando a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado entregaram os apartamentos do Residencial Ipê, na Mooca, Zona Leste da capital. O empreendimento, construído em terreno disponibilizado pela Administração Municipal, por meio da Parceria Público-Privada (PPP) da Habitação, garante moradia digna e reforça a política habitacional desenvolvida em conjunto pelos dois governos.
Com esta ação, a Prefeitura alcança a marca de 12.249 moradias entregues entre 2025 e 2026. Desde 2021, já são 20.136 unidades habitacionais entregues, consolidando o maior programa habitacional da história da cidade.
Durante a cerimônia, o prefeito Ricardo Nunes destacou a boa localização do conjunto habitacional. “Vocês estão recebendo seus apartamentos em um lugar muito bacana, localizado a pouco mais de 1km da estação Bresser do metrô, a 200 metros das linhas de ônibus, a 10 minutos de caminhada da UBS e da UPA Mooca. É uma alegria muito grande realizar essa entrega hoje”, declarou o prefeito Ricardo Nunes, que complementou: atualmente temos 43 mil unidades habitacionais em construção, além das que já foram entregues.
O governador Tarcísio de Freitas, que também esteve presente, enfatizou que nunca foram entregues tantas casas na cidade de São Paulo. “A Prefeitura de São Paulo tem o maior programa habitacional da sua história, assim como o governo do Estado. Nós já realizamos o sonho de 90 mil famílias da casa própria, e temos mais de 115 mil em obras. Hoje é um dia de agradecimento, esse prédio ficou muito bonito, e vai mudar a vida das famílias. Mudem logo para assistir ao jogo do Brasil no domingo na casa nova, em um almoço de família especial”.
O Residencial Ipê recebeu investimento de R$ 40 milhões. Pelo convênio firmado entre Município e Estado, 135 apartamentos foram destinados a famílias cadastradas pela COHAB-SP e outros 87 à demanda da CDHU.
De acordo com o secretário municipal de Habitação, Diogo Soares, é de extrema importância a integração do Prefeitura e do Estado, para seguir entregando moradias para quem precisa. “A gente olha agora para as equipes da Prefeitura e do Estado e já não sabe quem é quem, porque é um time que está unido. Buscando resolver os problemas, encarando a complexidade das coisas, mas principalmente conquistando vitórias para a cidade de São Paulo”.
A parceria entre as gestões municipal e estadual, que tem resultado em números significativos de entrega de moradias, também foi ressaltada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco. “Hoje temos uma priorização do tema da habitação, e é por isso que temos conseguido, junto com a Prefeitura, fazer tantas entregas”, disse Branco.
Sobre o condomínio
Localizado em uma região consolidada da Mooca, o empreendimento oferece acesso facilitado ao transporte público e a diversos equipamentos urbanos, como estação de metrô, creches, escolas, Unidade Básica de Saúde (UBS) e o Parque da Mooca.
Para a assistente administrativa Sandra Paula Vicente, 63 anos, o novo endereço é a realização de um sonho. Ela esperou por três décadas para, finalmente, passar a viver uma fase mais tranquila de sua vida.
“Quando recebi o comunicado que meu apartamento tinha saído, entrei em choque. Paguei aluguel durante esse tempo todo na Vila Zelina, também aqui na Zona Leste. Agora, vou morar bem pertinho do metrô. Finalmente, recebi as chaves do meu tão sonhado apartamento. Estou iniciando um novo ciclo”, comemorou.
A localização privilegiada também encantou a dona de casa Carina Freitas da Silva, de 37 anos, que estava acompanhada pelo marido, o motorista de aplicativo William Francisco da Silva, 45 anos, e as filhas gêmeas, Lara e Lívia, de 9.
“Estou sentindo uma felicidade imensa!! Meu filho, que não veio conosco, tinha um aninho quando fiz meu cadastro para receber o apartamento. Agora, ele está 17. Passamos todo esse tempo com o orçamento apertado, pagando aluguel e passando horas dentro de transporte público”, diz Carina, que era moradora de Cidade Tiradentes. “Era tudo muito distante, só de metrô perdia 1h30 para ir aos lugares. Meu coração, agora, é só gratidão”
Estrutura
O Residencial Ipê é formado por três torres de nove pavimentos, com apartamentos de aproximadamente 50 metros quadrados. Todas as unidades têm dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e lavanderia, sendo sete adaptadas para pessoas com deficiência.
Para Viviane Santos da Silva, de 43 anos, mãe solo de sete filhos, sendo um deles PCD, o pequeno Theo, de 5 anos, o apartamento adaptado representa uma grande conquista, depois de 17 anos de espera.
“Quando a gente viu que era verdade, comecei a chorar porque é um sonho, né? Não serei mais expulsa dos lugares, por conta do valor do aluguel. É bem difícil para a gente quando é mãe sozinha. Mas hoje, eu posso falar que eu tenho a minha casa própria. A casa é minha, ninguém me tira”, comemorou.
Além da infraestrutura residencial, o empreendimento dispõe de brinquedoteca, playground, churrasqueira, academia, coworking, bicicletário, salões de festas e de jogos, lavanderia coletiva e cinco lojas no térreo. Conforme previsto em contrato, os apartamentos são entregues com fogão e geladeira.
Quando soube que o condomínio tem área de lazer para sua filha de Stephanie, de 5 anos, a dona de casa Roseli Custódio de Jesus, 48, afirmou que tem certeza de que sua vida mudou para melhor, após 16 anos.
“Ela vai brincar em um lugar seguro, fazer amigos. Além disso, vou poder frequentar a academia do prédio. Vamos viver em paz em nossa casa própria”, declarou, ao receber as chaves de seu apartamento.
Melhorias urbanas
Como parte da implantação do empreendimento, a Prefeitura realizou uma série de intervenções para qualificar o entorno. Foram entregues uma praça pública, a abertura da Rua Telmo Giolito Porto, ligando as ruas dos Trilhos e Bresser, com investimento de R$ 2,4 milhões, e a requalificação da Avenida Paes de Barros, que recebeu R$ 14,2 milhões para melhorar a mobilidade, os espaços públicos e a infraestrutura da região.
O Residencial Ipê integra um amplo conjunto de investimentos que vem transformando a Mooca e o Brás em um dos principais polos da política habitacional da capital. Também por meio da PPP Municipal da Habitação estão em implantação os empreendimentos Bresser I, com 543 unidades; Bumerangue III, com 351 apartamentos; e Bumerangue I, com 847 moradias. Juntos, eles somam mais de 2.200 novas unidades destinadas à Habitação de Interesse Social (HIS) e à Habitação de Mercado Popular (HMP).
Modelo da PPP
O Residencial Ipê foi construído por meio da PPP Pode Entrar, modalidade do maior programa habitacional da história da cidade de São Paulo. Nesse modelo, a iniciativa privada é responsável pela implantação, manutenção e conservação dos empreendimentos durante o período da concessão, enquanto a Prefeitura realiza a contraprestação contratual conforme a entrega das unidades. As famílias beneficiadas também contribuem com o pagamento dos imóveis de acordo com as regras do programa.
Os apartamentos foram financiados pela CDHU por meio da Carta de Crédito Associativo, destinada a famílias com renda de até cinco salários mínimos, prioritariamente oriundas de áreas de risco, beneficiárias de auxílio-moradia ou inscritas em editais públicos da Companhia.
Durante as obras, os futuros moradores ficam isentos de qualquer pagamento. A primeira prestação é quitada apenas 30 dias após a entrega das chaves. O Governo do Estado também assume, durante a construção, despesas como ITBI, registro em cartório e seguro por morte ou invalidez permanente.
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Com informações da Prefeitura de São Paulo


