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Home»São Paulo»Vacina contra o sarampo é segura, não causa doenças e protege contra complicações e transmissão
São Paulo

Vacina contra o sarampo é segura, não causa doenças e protege contra complicações e transmissão

RedacaoBy Redacaoagosto 7, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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Imunizante é gratuito no SUS e integra o Calendário Nacional de Vacinação; SP registrou 16 casos da doença no ano

Publicado em 07/08/2026 – 06:06

Vacina contra o sarampo é segura, não causa doenças e protege contra complicações e transmissão

Recomendação diante dos casos confirmados em SP é que moradores dos municípios de Guarulhos, São Paulo e São Bernardo do Campo com idade entre seis meses e 59 anos, durante a campanha de Multivacinação, que vai de 3 de agosto a 1º de setembro. Foto: Divulgação/Governo de SP.

A vacina contra o sarampo é segura, não provoca doenças e prepara o sistema imunológico para reconhecer e combater o vírus, reforça a Secretaria de Saúde São Paulo em meio à intensificação das ações de conscientização sobre a vacinação. A campanha acontece após a confirmação de 16 casos de sarampo no estado. 

LEIA MAIS: Quem deve tomar a vacina do sarampo? Quais sintomas? Tire suas dúvidas

A cobertura vacinal da primeira dose em SP está em 87,8%  e a da segunda, em 73,8%, abaixo da meta de 95% para as duas doses. A tríplice viral é oferecida gratuitamente pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação.

A tríplice viral utiliza versões vivas, mas atenuadas, dos vírus do sarampo, da caxumba e da rubéola. Esses vírus são enfraquecidos de forma que não têm capacidade de causar as respectivas doenças, mas conseguem estimular a produção de defesas pelo organismo. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a vacina é considerada segura e as reações graves são extremamente raras. 

A composição da vacina explica por que ela não transmite o sarampo. Os vírus utilizados são atenuados, ou seja, passam por processos que reduzem sua capacidade de provocar a doença. A formulação reúne componentes virais específicos para as três enfermidades: sarampo, caxumba e rubéola. 

A segurança da vacina é acompanhada antes e depois de sua utilização na população. O registro sanitário envolve avaliação regulatória, e a segurança continua sendo monitorada após a disponibilização do produto. O Ministério da Saúde informa que, de maneira geral, as vacinas tríplice viral e tetraviral provocam poucas reações. Quando ocorrem, as manifestações mais comuns são dor, vermelhidão ou endurecimento no local da aplicação, febre e manchas vermelhas na pele. Algumas reações podem aparecer entre o quinto e o 12º dia após a vacinação e, em geral, são temporárias.

A resposta provocada pela vacina é diferente de uma infecção pelo vírus do sarampo. Na vacinação, os vírus atenuados estimulam o organismo a desenvolver uma resposta imunológica sem provocar a doença. Já o sarampo é uma infecção altamente contagiosa, transmitida principalmente por secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A doença pode provocar febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite e, em alguns casos, evoluir para complicações como pneumonia e inflamação no cérebro.

LEIA MAIS: População de 6 meses a 59 anos deve se vacinar contra o sarampo em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo

A proteção pela vacinação também tem efeito sobre a circulação do vírus. Como o sarampo é altamente transmissível, a manutenção de uma cobertura vacinal elevada reduz o número de pessoas suscetíveis à infecção e dificulta a formação de cadeias de transmissão. O Ministério da Saúde estabelece 95% como referência de cobertura para a proteção coletiva contra o sarampo. A segunda dose, para quem tem indicação, é importante porque amplia a proporção de pessoas efetivamente protegidas após o esquema vacinal.

A vacinação, no entanto, não é indicada da mesma forma para todas as pessoas. A tríplice viral é contraindicada para gestantes e para crianças menores de seis meses. Pessoas com imunodepressão precisam de avaliação específica, e mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez por pelo menos um mês após a vacinação. Por isso, situações particulares devem ser avaliadas pelos profissionais da unidade de saúde antes da aplicação.

LEIA MAIS: Agosto Dourado: veja programação de hospitais da Grande SP para incentivar o aleitamento materno

A recomendação diante dos casos confirmados em SP é que moradores dos municípios de Guarulhos, São Paulo e São Bernardo do Campo com idade entre seis meses e 59 anos, durante a campanha de Multivacinação, que vai de 3 de agosto a 1º de setembro, procurem os postos de saúde para receber a dose indicada, independentemente da situação vacinal. Nos demais municípios, crianças, adolescentes e adultos devem seguir as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI): crianças recebem a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses; pessoas de 5 a 29 anos devem comprovar duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias; pessoas de 30 a 59 anos devem comprovar uma dose; e trabalhadores da saúde devem comprovar duas doses, independentemente da idade. Quem não possui comprovante ou tem dúvida sobre o esquema deve levar a caderneta a uma UBS para avaliação.

Para crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias, a chamada “dose zero” pode ser utilizada como medida adicional de proteção em situações de surto ou risco de transmissão. Essa dose não substitui as duas previstas no calendário: a criança deve receber novamente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. A vacina é gratuita nas UBS de todo o estado. Pessoas com sintomas compatíveis com sarampo (como febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar intenso) devem procurar atendimento para avaliação clínica e laboratorial e, durante a suspeita, evitar contato com outras pessoas.

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Com informações da Agência São Paulo

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