Prefeitura qualifica Parque Independência e preserva patrimônio histórico, ambiental e cultural no Ipiranga
Área verde simbólica da cidade recebeu mais de R$ 13,5 milhões em investimentos, ganhou cerca de 45 mil m² e terá a reabertura da Cripta Imperial neste feriado de 7 de Setembro
Desse total, mais de R$ 8,2 milhões foram destinados à ampliação, conservação e zeladoria do parque, incluindo a incorporação de uma nova área de aproximadamente 45,3 mil m², entregue em 2023. O espaço ganhou equipamentos como pista de skate, academia ao ar livre, playground, áreas de estar, novos caminhos e estrutura administrativa, além de melhorias de acessibilidade.
Outros R$ 5,3 milhões foram aplicados em obras de reforma e conservação do Monumento à Independência, da Cripta Imperial e da Casa do Grito. As intervenções reforçaram a preservação dos elementos históricos e qualificaram a experiência dos visitantes, com melhorias de acessibilidade, circulação e estrutura dos espaços.
Reabertura da Cripta
Neste dia 7 de Setembro, a Cripta Imperial, localizada no subsolo do Monumento à Independência, volta a receber o público com a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria de Marly Rodrigues. A reabertura acontece às 14h30, com apresentação do Ensemble FTM. Às 15h, haverá a apresentação do grupo musical da Fundação Theatro Municipal de São Paulo.
O evento acontece em um espaço que concentra diferentes momentos da história brasileira. Foi às margens do Riacho do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, que o imperador Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil. Um século depois, em 1922, o Monumento à Independência foi inaugurado no local em comemoração ao centenário da Independência. Trinta anos depois, em 7 de setembro de 1952, a Cripta Imperial foi inaugurada em seu interior, onde estão os restos mortais de Dom Pedro I e de suas esposas, as imperatrizes D. Leopoldina e D. Amélia.
O cuidado com o Parque Independência também se mantém no dia a dia. Os investimentos da Prefeitura em manejo e vigilância do espaço passaram de R$ 2 milhões, em 2021, para R$ 8,5 milhões em 2025. A dimensão do uso do parque pela população também aparece na frequência de visitação: Em 2025, foram 3,79 milhões de visitantes.
Moradora do Ipiranga, a terapeuta ocupacional Elisa Rossi Novetti, de 39 anos, conhece bem esse uso múltiplo do espaço. Ela esteve no Parque da Independência com o marido, o filho de 5 anos e uma amiga. Era a terceira vez que a família ia ao local para andar de carrinho de rolimã.
“Eu acho o lugar muito bonito, gostoso de estar. Tem a coisa de estar junto e tem essa facilidade de fazer uma coisa que em outros lugares é mais difícil, como andar de carrinho de rolimã. É uma experiência um pouco mais corporal”, conta.
A relação com a História também faz parte da experiência da família. Elisa já havia levado o filho para conhecer a Casa do Grito e explicado a ele o que aconteceu no local. Para ela, a combinação entre lazer e conhecimento é um dos diferenciais do espaço. “A gente brinca e aprende ao mesmo tempo”, resume.
Localizada dentro do parque, a Casa do Grito é uma construção histórica, feita de pau a pique, associada ao quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, simbolizando a casa caipira que aparece ao fundo da pintura do grito da Independência. Atualmente, a Casa, mantida pela Prefeitura, funciona como uma das sedes do Museu da Cidade de São Paulo.
O Parque também é procurado por quem busca atividade física. O aposentado Paulo Yoshiaqui Kubota, de 63 anos, mora no bairro da Saúde e frequenta o local há mais de dez anos, para andar de skate. “É importantíssimo ter um lugar como esse para lazer, qualidade de vida e para se manter em forma. É bom para a mente, para a cabeça, é excelente”, afirma Kubota.
A importância histórica da região também chama a atenção de quem chega de longe. A promotora de cartão Micilene Vales da Silva, de 46 anos, veio de Belém do Pará para conhecer São Paulo e visitou o Parque Independência pela primeira vez, na semana passada.
“É magnífico, muito bom. Adorei”, conta. Para ela, o local se destaca justamente por reunir diferentes experiências em um mesmo lugar. “Reúne cultura, os turistas e vira um espaço de convivência. Adorei, estou apaixonada”, afirmou.
A preservação do patrimônio histórico segue acompanhada pela qualificação do espaço urbano ao redor. Em andamento desde abril, a intervenção no Eixo Histórico do Ipiranga, com investimento de R$ 36,1 milhões, contempla a requalificação de trechos do entorno do Museu do Ipiranga, do Parque da Independência e de vias da região. As intervenções incluem acessibilidade, mobilidade, paisagismo, iluminação, sustentabilidade e melhorias no espaço público.
Com isso, o conjunto histórico do Ipiranga continua a desempenhar diferentes funções na cidade. É lugar de memória, mas também de esporte, lazer, cultura e convivência. Um patrimônio que não permanece apenas nos livros ou nos monumentos, mas faz parte da experiência de quem vive e visita São Paulo.
Serviço
Exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”
Abertura: 7 de setembro, às 14h30, na Cripta
Apresentação do Ensemble FTM: 15h
Visitação na abertura: até as 17h
Visitação regular: terça a domingo, das 9h às 17h
Local: Praça do Monumento, s/n – Ipiranga
Entrada: gratuita
Para visitas educativas, é necessário realizar agendamento por e-mail.
source
Com informações da Prefeitura de São Paulo
