Com informações da Câmara Municipal de São Paulo
Em reunião realizada nesta quinta-feira (14/5), a Frente Parlamentar em prol da Capoeira discutiu políticas públicas voltadas à modalidade. Entre as medidas debatidas está a implementação da arte nas escolas municipais.
Nesta noite, o encontro foi coordenado pelo secretário executivo da Frente, Marcos Veríssimo. Também participaram da conversa munícipes, mestres e capoeiristas. Durante o trabalho, foi criada uma comissão para atuar em conjunto com as atividades da Frente.
“Estamos reunindo mestres, alunos, professores e pessoas ligadas à capoeira que acreditam na importância de ampliar sua participação no Legislativo municipal. A proposta é promover encontros periódicos para discutir projetos, pautas e políticas públicas voltadas à capoeira, construindo coletivamente propostas bem estruturadas, viáveis e constitucionais para serem apresentadas aos vereadores”, disse o mestre Marcos Veríssimo.
Instalada no dia 9 de abril, a iniciativa, prevista na Resolução 22/2025, foi proposta pelos vereadores Eliseu Gabriel (PSB) e Keit Lima (PSOL). A Frente foi formada para promover estudos, discussões, eventos e seminários. O grupo também quer elaborar ações para difundir a capoeira na cidade de São Paulo.
“A capoeira é uma das maiores expressões da cultura brasileira e precisa ser cada vez mais respeitada e compreendida pelo que representa para a nossa identidade, nossos valores e nosso jeito de ser. Investir na capoeira não é favor, é uma necessidade para fortalecer a soberania cultural do Brasil. A criação da Frente Parlamentar da capoeira é um passo importante nessa luta. Agora, o desafio é ampliar seu reconhecimento, sua presença e sua valorização em São Paulo e em todo o país”, falou Eliseu Gabriel.
Capoeira nas escolas
Além da criação da comissão, os participantes discutiram os desafios para fortalecer e fomentar a capoeira na capital paulista. Um dos temas principais debatidos na reunião desta quinta foi a ampliação da presença da capoeira nas escolas municipais. A ideia é dar reconhecimento ao valor cultural, educacional e social.
Márcia Bispo, conhecida como Instrutora Índia, participou do encontro. Ela contou que atua na educação pública da cidade de São Paulo desde 2003 anos, e que há sete anos trabalha como diretora de escola. Márcia disse ainda que fez parte do grupo de trabalho que contribuiu com a implementação da Lei 17.566/2021 – chamada de lei da capoeira nas escolas.
“É preciso criar um sistema e um ecossistema para que a capoeira entre nas escolas e nunca mais saia. Essa é a nossa primeira preocupação: como valorizar aqueles que mantiveram viva a arte da capoeira e como fazer com quem vai atuar receba as orientações para atuar nas escolas, porque não é a mesma coisa que atuar em uma academia, em um espaço cultural”, afirmou Márcia.
Integrante do Fórum de Capoeira, Mestre Palito também se manifestou. Ele cobrou recursos para a implementação da lei. “A ideia é que no final do ano a gente se organize, via Frente Parlamentar, para colocar um orçamento para a capoeira nas escolas. Sem recursos, não vai sair do papel. Também precisamos contratar profissionais e de espaços para dar as aulas de capoeira”.
A íntegra da reunião desta quinta-feira pode ser conferida na íntegra:
Trecho 1


